A Ordem
Serviços Regionais do Norte
Ética e Deontologia
Acesso à Profissão
Membros da Ordem
Supervisão e Qualidade
Publicações
Departamento de Formação
Departamento Técnico
Normativo Técnico
Legislação Comunitária
Biblioteca
Notícias
Protocolos e Outras Divulgações
Links com Relevância para a Profissão
Contactos
Área Reservada
X Congresso
XI Congresso
XII Congresso
XIII Congresso
Information about OROC
e-Learning





ROC: "Ser revisor no sector público pelo menos com as mesmas exigências do sector privado"


O Governador do Banco de Portugal encerrou o congresso dos ROC dizendo que“sem informação não é possível um quadro de acção completo e adequado” e que “é preciso restaurar a confiança” com base num quadro de “diálogo permanente entre a decisão e a informação”. 
 
O XII Congresso dos ROC, que discutiu a “Auditoria na Supervisão”, em Lisboa, concluiu com alguns desafios para o futuro. 
 
A supervisão como condição para assegurar a transparência, por oposição a uma espécie de “barreira” que bloqueie a protecção. "Supervisão para supervisionar a supervisão que blinda os interesses de todos", diz o comunicado da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas. 
 
A auditoria como tarefa de supervisão que é ela mesmo objecto de supervisão. Revisores capazes de, em ambiente hostil, resistir, vincar a independência e ajudar as unidades produtivas. 
 
Ser revisor no sector público pelo menos com as mesmas exigências do sector privado. 
 
Foi ainda discutido o papel dos ROC em contexto Económico frágil. E a "utilidade da profissão, com compreensão das crises e responsabilidades associadas". 
 
Outro desafio é abertura ao exterior. Ouvir todos os agentes e todas as entidades com responsabilidades no mercado. 
 
Apoio às PMEs. Acrescentar valor às empresas em tempo de mudanças e exigências. 
 
"Realçar o papel único das pessoas nomeadamente na credibilização da informação e incremento da confiança", enumera a ordem, no âmbito dos desafios à actividade dos ROC. 
 
Ao nível da sustentabilidade. Os ROC devem ser um pilar essencial na sustentabilidade a longo-prazo pelo papel que têm no estabelecimento da confiança e conseguir condições para a sua própria sustentabilidade. 
 
Outro desafio é Continuar a agir em função do Interesse Público. 
 
Na sessão de encerramento, o Governador do Banco de Portugal e Presidente do Conselho Nacional de Supervisores Financeiros, Carlos Costa, começou por afirmar que “as reflexões deste Congresso são de uma grande importância para o futuro do País”. Carlos Costa sustentou que “sem informação não é possível um quadro de acção completo e adequado” e que “é preciso restaurar a confiança” com base num quadro de “diálogo permanente entre a decisão e a informação”. 
 
Foi ao Presidente da República que coube encerrar o XII Congresso dos ROC, numa intervenção que, desde logo, mostrou “compreensão sobre o papel” dos revisores oficiais de contas para afirmar que quem já privou com estes profissionais sabe como é “inglória” a sua tarefa. 
 
De acordo com Marcelo Rebelo de Sousa, são muitos e grandes os desafios que se colocam a um revisor oficial de contas. “Resistir a tamanhos desafios é obra. Mas esse é o vosso dever e o essencial da vossa função social. Pode ser que alguém não vo-la reconheça. Não é o caso do Presidente da República, que vos testemunha o respeito e a devida consideração como protagonistas muito relevantes na nossa sociedade e na nossa economia”, conclui. 
 
No seu segundo e último congresso como Bastonário da OROC, José Azevedo Rodrigues defendeu que os ROC são “um pilar da sustentabilidade”, mas que sozinhos não conseguem garantir a sustentabilidade. “Precisamos que os outros pilares não se desmoronem”, alertou.


« voltar