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Teixeira dos Santos diz que malparado da banca tem de ser colocado "algures"


     Para o presidente executivo do Banco BIC, o malparado limita a capacidade de entrar em novos projectos: "Quem já tem uma dívida elevada dificilmente está em condições de alavancar a sua actividade com novos financiamentos".

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O antigo ministro das Finanças e actual presidente executivo do banco BIC, Fernando Teixeira dos Santos, considerou fundamental que a banca portuguesa se livre rapidamente da "mochila" pesada do crédito mal parado que está a dificultar o financiamento da economia. 

"É fundamental que esta questão do crédito malparado na nossa banca seja rapidamente resolvido e possa ser colocado e aparcado algures, permitindo à banca libertar-se dessa mochila pesada que está a dificultar a sua acção no financiamento da economia", disse Teixeira dos Santos, esta quinta-feira, 15 de Setembro, no XII Congresso dos Revisores Oficiais de Contas.

O antigo ministro das Finanças reforçou que o sector bancário "tem de ultrapassar rapidamente o legado do crédito malparado", considerando que esse é um problema que limita a capacidade ou a vontade das empresas poderem embarcar em novos projectos, porque, afirma, "quem já tem uma dívida elevada dificilmente está em condições de alavancar a sua actividade com novos financiamentos". 

Por sua vez, acrescentou, com o crédito malparado, a banca tem uma percepção de risco que "acaba por se reflectir num custo do crédito que prejudica obviamente as condições de financiamento".

Teixeira dos Santos referiu-se ainda "à excessiva dependência" das empresas portuguesas face ao sistema bancário, considerando, por isso, que a recapitalização das empresas é essencial e tem de ser acompanhada de uma reestruturação do modelo e estratégia das empresas.

O antigo ministro das Finanças aludiu ainda aos problemas no funcionamento dos mercados, nomeadamente níveis de regulação "ainda excessivos", defendendo maior flexibilização.


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